Tema da semana
Fome versus vontade de comer
Na série Sagrado, o conflito entre desejo e necessidade pelo olhar de diferentes religiões. Vivemos numa sociedade consumista, que valoriza o acúmulo de bens materiais. Enquanto uns acumulam riquezas, outros sofrem a falta de bens básicos para sobreviver. Guerras entre nações, conflitos civis, miséria urbana são resultado da cobiça humana. Por que somos capazes de arriscar a própria vida e a de outros em função de nossos desejos?
Confira os vídeos dessa semana
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09/02/2010
Terça-Feira
Com: Rabino Sérgio Margulies
Participação especial: Nathalia Timberg
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10/02/2010
Quarta-Feira
Com: Pai Etiene Sales
Participação especial: Juliana Paes
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11/02/2010
Quinta-Feira
Com: Lama Rinchen Khyenrab
Participação especial: Christiane Torloni
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12/02/2010
Sexta-Feira
Com: Sami Armed Isbelle
Participação especial: Stenio Garcia
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15/02/2010
Segunda-feira
Com: Padre Antonio Manzatto
Participação especial: Tony Ramos
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16/02/2010
Terça-Feira
Com: Pastor Ricardo Gondim
Participação especial: Oscar Magrini
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17/02/2010
Quarta-Feira
Com: Cesar Reis
Participação especial: Carlos Vereza
Ricos ou pobres, nós temos ambições que se renovam durante a vida. E independente do que acumulamos, nosso impulso é querer cada vez mais. Muitas pessoas procuram prazer no consumo excessivo, nas atitudes compulsivas. Por que muitos não encontram na religião a satisfação dessas carências? A religião tem contribuído para refrear ou para intensificar a ganância?
Vivemos numa sociedade consumista, que valoriza o acúmulo de bens materiais. Se por um lado o acúmulo de bens produz diferenças sociais, por outro, a indústria e o comércio dos objetos de desejo movimentam a economia, geram empregos. Afinal, o consumo não é parte da inclusão social?
Todos nós precisamos de bens materiais. Muitas vezes, a necessidade vira cobiça, um desejo de ter além do que precisamos. As religiões têm se deixado contaminar pela onda de consumo e acumulação, reforçando as desigualdades sociais ao invés de combatê-las?
O desejo de querer sempre mais é um sentimento que afeta tanto os que têm pouco como aqueles que padecem de tudo. Contamina o Estado e os políticos, as religiões e os religiosos. Envolvidos com nossas próprias ambições, nos tornamos insensíveis às questões coletivas, ao bem estar comum. As religiões não têm conseguido estimular a fraternidade e o amor entre os homens? Por que muitas vezes se dedicam mais à guerra e à discórdia?
Com a exploração do homem pelo homem, surgem as desigualdades sociais. Enquanto alguns acumulam riquezas, outros sofrem a falta de bens básicos para sobreviver. O consumo excessivo produz o desperdício e a escassez de recursos naturais, promove as diferenças sociais e a discriminação. Por que Deus criou seres como nós, com desejos insaciáveis que geram sofrimento e ameaçam a própria sobrevivência?
Por melhor que esteja nossa vida, estamos sempre buscando ter mais. Essa busca desenfreada contamina até os mais religiosos, que, por vezes, protagonizam cenas públicas que colocam em cheque as religiões. Como entender e reagir a comportamentos como esses?
Na ânsia de ter cada vez mais, de satisfazer nossas próprias vontades, acabamos nos tornando insensíveis às necessidades do outro. Na vida em sociedade, grandes fortunas se opõem à miséria, à pobreza extrema. Muitos destes contrastes são frutos do desejo humano de acumular insaciavelmente. A religião pode ter uma atuação mais firme na construção de uma sociedade igualitária?