Tema da semana
Quando começa, quando termina a vida?
A série Sagrado desta semana reflete sobre o início e o fim da vida. Os progressos científicos cada vez mais têm o poder de combater doenças e prolongar a vida. Lidar com a morte é difícil. O transplante de órgãos é a esperança de vida para muitas pessoas, mas carrega implicações éticas, religiosas e ideológicas. Como definir quando começa e quando termina a vida?
Confira os vídeos dessa semana
-
02/12/2009
Quarta-feira
Com: Rabino Nilton Bonder
Participação especial: Nathalia Timberg
-
03/12/2009
Quinta-Feira
Com: Makota Valdina Pinto
Participação especial: Juliana Paes
-
04/15/2009
Sexta-Feira
Com: Lama Padma Samten
Participação especial: Christiane Torloni
-
07/12/2009
Segunda-Feira
Com: Xeique Armando Hussein Saleh
Participação especial: Stenio Garcia
-
08/12/2009
Terça-Feira
Com: Padre Antônio Manzatto
Participação especial: Tony Ramos
-
09/12/2009
Quarta-Feira
Com: Pastor Israel Belo de Azevedo
Participação especial: Oscar Magrini
-
10/12/2009
Quinta-Feira
Com: Cesar Perri
Participação especial: Carlos Vereza
Queremos viver cada vez mais. Tememos a morte, sofremos com a perda de pessoas queridas e nos sensibilizamos com a dor do outro. E quando a morte é desejada? Abreviar a vida para por fim à dor e ao sofrimento de pessoas em estado terminal. Temos o direito de antecipar o momento da morte?
Para quem acredita que a vida humana é composta de matéria e espírito é possível aceitar a morte como o fim. Doar um órgão é poder fazer do fim de uma vida numa espécie de renascimento de outra pessoa. Este gesto é o mesmo que prolongar uma vida em outro corpo?
A ciência interferindo no momento da morte. Os progressos científicos cada vez mais têm o poder de combater doenças e prolongar a vida. Pesquisas com células-tronco são a promessa de recuperação de diversos órgãos do corpo humano e de cura para muitas doenças. Até que ponto a medicina pode interferir para adiar morte?
Estar diante da possibilidade de vida ou de morte. O transplante de órgãos é a esperança de vida para muitas pessoas, mas carrega implicações éticas, religiosas e ideológicas. Como definir o início e o fim da vida?
No momento em que se diagnostica a morte cerebral, é declarado o fim da vida sob a ótica médica. Cabe então à família a decisão de doar os órgãos do parente falecido. Se o fim da atividade cerebral atesta que a vida acabou, podemos dizer que a vida só se inicia quando o cérebro passa a funcionar?
Convicções e valores morais, científicos e culturais influenciam nosso entendimento sobre o momento da morte e do surgimento de uma vida. A geração e o nascimento de uma criança trazem alegria e esperança a muitas famílias. A expectativa do nascimento e a proximidade da morte são marcos que nos fazem pensar quando se estabelecem o começo e o fim da vida. Mas temos conhecimento suficiente para definir os limites da existência?
Somos mortais. E ainda que esta seja uma condição humana, lidar com a morte é difícil. Muitas famílias enfrentam um sério dilema no momento de autorizar a doação dos órgãos de um parente. Mesmo quando a morte é cientificamente atestada ainda pode haver dúvida?